sexta-feira, 9 de julho de 2010

A "Pátria de Chuteiras" e um Certo Tetra Campeonato


Sem mais nem menos me deu uma vontade de rever as imagens do Tetra Campeonato Mundial da Seleção Brasileira de Futebol. Acho que já estou empolgada com 2014. Lembro que no dia deste jogo eu tinha 9 anos e estava em meu quarto assistindo filmes de desenho animado. Meus pais e seus amigos estavam a ponto de infartar na sala da minha casa, devido ao fato de após 24 anos o Brasil tinha uma chance real de ser campeão novamente e apagar da memória de todos a péssima campanha do Mundial de 1990.

Na época eu não gostava muito de futebol e pouco entendia do assunto (quem diria que hoje eu trabalho comentando futebol, coisas do destino), e digo mais, queria estar longe de toda àquela bagunça. Quando criança detestava farras, diferente de hoje. Mas voltando para o jogo... Minha mãe gritava nervosa na sala, que mais parecia que estava a ponto de morrer, meu pai mobilizado, parecendo que se ele respirasse ou se movimentasse Taffarel não iria fazer as defesas que fez durante o jogo e Romário (que ele era muito fã) iria perder o penalti batido, friamente, por ele. Os demais que estavam em minha sala não lembro de suas reações, pois passei apenas para ir beber água, queria mais que àquilo acabasse para a minha casa voltar a tranquilidade de sempre.

Lembro-me que foi uma noite fria e quando Baggio cobrou o penalti para fora... houveram muitos gritos, fogos de artificio e chuva, muita chuva. Quando sair de meu quarto todos estavam comemorando e meu pai, uma figura forte, para mim, estava aos prantos e chorava feito criança com o inédito Tetra da Seleção Brasileira. Eu adorava tomar banho de chuva, e minha mãe disse que eu podia ir para a rua comemorar (algo que na época eu nem ligava) a vitória da seleção.

Acredito que fora neste momento que descobrir a minha paixão pelo futebol. Como foi interessante ver pessoas que nunca se viram antes e de repente, unidas e comemorando esta vitória que mais parecia que todo o território nacional havia ganho na Mega Sena acumulada de uma vez só. Para onde se olhava se via lagrimas, misturadas com os sorrisos e todas numa perfeita harmonia com as águas que caiam dos céus como se fossemos abençõados pelos santos, que tanto nós, brasileiros, acreditamos.

Minha tia infelismente não assistiu ao vivo ao penalti de Baggio. Ela estava tão nervosa que não conseguiu ver o resto do jogo quando este fora para os penaltis. Ela saiu de casa, acreditem ou não, pegou um onibus, em plena final de mundial, e saiu sem rumo, sem destino. Querendo apenas sair da frente da TV e fingir que nada daquilo estava acontecendo, sendo que, o que não podia acontecer aconteceu... No ônibus estavam apenas três pessoas: o motorista, o cobrador e minha tia. Em determinado momento o motorista não se conteve, parou o ônibus e olhou para ela e disse - Me desculpe, mas espero por este momento há 24 anos. Virou-se e desceu do onibus para acompanhar de perto o Tetra da seleção.

Situações como esta acontecem apenas no país que, literalmente pará e se veste de verde e amarelo, para ver a seleção jogar em Mundial. Não festajamos o 07 de setembro como festejamos os meses de julho a cada quatro anos. Eis a nossa "Pátria de Chuteira" assim como definiu, de maneira certíssima, Nelson Rodrigues.

E que venha 2014, e que desta vez possamos fazer a mesma festa que fizemos em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Mas queremos que seja diferente de 1950, desta vez quem vai vencer no Maracanã vai ser a Canarinha.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Equipe Gol de Placa


Como posso falar de pessoas que amo muito...
Mas vou tentar (rsrs)

Tudo começou comigo e Amaro Vieira quando fomos convidados a fazer um programa esportivo na Rádio Guabiraba FM, nosso programa era Show de Bola e não nos limitamos a ficar com um audencia limitada.

Mais tarde surge o Projeto Sobretudo Para Todos e proposta do mundo nos ouvir através da inernet, e chegaram, Thiago Graff, Ismaela Silva, Isaac Macedo, Rafael Nery e Victo Tigre.

Hoje estamos com um publico muito fiel na Radio Web da Mauricio de Nassau conduzindo o Nassau Esportiva 2ª Edição, um programa sobre futebol bem diferente de como a imprensa costuma fazer por aeeeee.

Sem falsa modéstia, vale a pena escutar porque a Equipe Gol de Placa é Show de Bola

Nassau Esportiva
Seg à Sex 12h30
radioweb.mauriciodenassau.edu.br
[sem o www mesmo rsrsrs]

"A dor e a delicia de ser mulher"

Como me revolta de ver mulheres sendo 'apagadas' da história de uma forma tal banal como esta acontecendo nos últimos meses. Vamos citar os dois últimos casos mais comentados pela mídia. A advogada Mercia Nakashima e a ex-namorada do goleiro do Flamengo Bruno, a estudante mineira Eliza Samudio.
Me parece que os homens de hoje em dia não aguentam serem 'largados' de seuas mulheres / e ou namoradoas; fazendo valer ao pé da lentra o que diz a ética catolica matrimonial "até que a morte os separe".
Mas olhando por este lado 'arcaico' da historia mais parece que voltamos a Idade Média, pois quase nunca os 'suspeitos' (que obviamente são os culpados) são presos ou recebem qualquer tipo de punição.
O caso Mércia, todas as investigações apontam para seu ex-namorado, mas e ele onde está? Preso, sendo investigado? Por quem? Não se iluda ele não é um 'coitadinho' que fora deixado por sua namorada... Estamos falando de um 'destinto homem' que é ex-militar e advogado formado pelo estado de São Paulo.
Será que o "jeitinho brasileiro" esta manipulando esta investigação. Porque não se houve mais nada sobre este caso. A imprensa tem de vender, eu sei, mas neste caso a super exposição do "Caso Bruno" esta fazendo com que a opinião pública perca o foco do "Caso Mércia"

E o goleiro Bruno...
Até onde vai o desespero de um homem para esconder de sua esposa uma traição. Porque o que levou este homem a 'arquitetar' a morte de sua ex-namorada.
Mas vamos esperar as investigações da policia para confirmar o que todos já sabem...
Pelo menos uma noticia boa, o Ministerio Público pediu a prisão de cinco dias do goleiro. A duros passos a justiça começa a ser feita neste caso.
Eles pensam que somos idiotas, fazer com que um adolescente assuma toda a culpa, inocentando os adultos (verdadeiros culpados) envolvidos nesta trama.